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Há menos de uma semana das eleiçeõs municipais, boa parte dos eleitores cariocas não sabe em quem votar. Geralmente, o resultado das pesquisas reflete  nas urnas, mas dessa vez está mais díficil prever quem será eleito. Os números são conflitantes, em recente pesquisa, os resultados obtidos pelo IBOPE e pelo Datafolha foram bem diferentes. De acordo com o IBOPE, Eduardo Paes, do PMDB, está em primeiro lugar nas intenções de voto, Crivella, do PRB, em segundo e empatados em terceiro Jandira Feghali, do PCdoB, e Gabeira do PV. Segundo o Datafolha,  Paes ocupa o primeiro lugar e outros três candidatos, Crivella, Jandira e Gabeira, estão tecnicamente empatados na segunda posição.

O número de indecisos também é grande, 10% dos eleitores em média. De acordo com o candidato Chico Alencar ,do PSOL , o número é bem maior, 80%. De fato a sensação nas ruas é de indecisão.  A estudante de desenho industrial Bruna Silva de 21 anos ainda não sabe em quem votar. ” Tem uma listinha lá na seção, vou olhar no dia e escolher um candidato qualquer” afirma.

Os candidatos a prefeito tem caprichado no corpo a corpo com os eleitores. Alessandro Molon do PT, disse que para conquistar os eleitores vai intensificar a capanha nas ruas. “Nessa reta final é importante o contato com o povo” disse o ptista

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O Carnaval já chegou e muitas discussões marcaram essa semana. Foram realizados debates acalorados sobre as diferentes proibições que o Governo resolveu adotar para o Carnaval 2008.

Começa a vigorar hoje, 1º, a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas Rodovias Federais do país. Essa lei pretende diminuir o número de acidentes causados por pessoas alcoolizadas, que bateu recorde no Sudeste durante o feriado de Ano Novo.

Essa medida havia sido prometida para o lançamento do PAC da Segurança, o Pronasci, em agosto do ano passado, mas foi adiada.

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A justiça também proibiu de desfilar o carro do Holocausto da Viradouro. O tema da escola esse ano é “É de arrepiar”. O pedido de proibição foi feito pelo presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro, Sérgio Niskier. Ele não pretendia entrar na justiça contra a alegoria, até ser informado que na sinopse do desfile teria uma figura de Hitler em cima do carro.

“Colocar o Hitler sambando em cima de uma alegoria de cadáveres é um tremendo desrespeito com quem sofreu ou ainda sofre com o Holocausto. E o desrespeito acaba caindo na banalização do assunto”, afirmou Niskier em entrevista a CBN.

Paulo Barros, o carnavalesco da escola, resolveu então desmontar o carro e construir outro, com o nome de “Liberdade de Expressão”.

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A lei municipal 4.563 pretende uma proibição menos polêmica. Ela impede a venda dos sprays de espuma, muito típicos durante o carnaval. A fiscalização nos mercados de rua se intensificou e quem for pego comercializando o produto corre o risco de perder o alvará de funcionamento.

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Da lista das proibições que foram revogadas, está a da distribuição da pílula do dia seguinte. Em Recife, capital de Pernambuco, o juiz José Viana Ulisses Filho, resolveu liberar a distribuição da pílula do dia seguinte, por considerá-la contraceptiva, não abortiva.

Essa liberação se insere na campanha de distribuição em massa de preservativos, realizada pelo Ministério da Saúde.

E quem foi que disse que o carnaval é a festa da liberdade?

Muito bem. Divirtam-se!

Flores, fogos, roupas brancas, rituais, contagem regressiva e, enfim chega 2008.

Fogos

Todos se abraçam, desejam saúde, paz, sucesso e harmonia. Pessoas prometem emagrecer, parar de fumar, estudar mais, arrumar um namorado. A maioria tem muita esperança de que o próximo ano será mais legal do que o que passou.

Até que chega dia 2 e a rotina se normaliza. Bem vindo de volta à realidade.

Voltar de viagem, voltar ao trabalho e aos problemas que foram abstraídos durante o final de ano. As faturas das dívidas que o “espírito natalino” te fez fazer começam a chegar.

Aí vem o noticiário com as novas velhas notícias do governo: para compensar o fim da CPMF no ano passado, em 2008, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) vai sofrer um aumento de 1,5% ao ano, além da cobrança de 0, 38% nas operações internacionais com cartões de créditos, nas receitas e despesas externas com a prestação de serviços. Isso constituirá um aumento de 10 bilhões na arrecadação.

Um corte de 20 bilhões no orçamento também será discutido em fevereiro quando acontecerá o Orçamento 2008. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, garante que a saúde e os programas sociais não sofrerão cortes.

E fica a esperança de que esse ano os políticos deixarão de roubar, que a violência vai diminuir, que o desemprego sofrerá uma queda e que a qualidade de vida aumentará.

 

Tá bom, isso seriam milagres de Ano Novo.

Mas não custa acreditar que eles podem acontecer.

Feliz 2008 a todos!    

A partir da meia-noite do próximo sábado, 15, as tarifas de ônibus subirão de R$2 para R$2,10. Esse aumento de 5% foi autorizado pelo prefeito Cesar Maia.

Anualmente as tarifas dos ônibus sobem, mas raramente a explicação é concreta. Não houve aumento no preço do combustível, os salários dos rodoviários não sofreram reajuste, as estradas continuam ruins e alguns ônibus continuam circulando em péssimas condições.

Flávia Cristina, atendente de Telemarketing, acha um absurdo “o ônibus demora meia hora pra chegar, vem super lotado e muitas vezes enguiça no caminho, isso é revoltante”. Sérgio Cabral, em campanha, prometeu reduzir as tarifas de ônibus e instalar gás em toda a frota, o que baratearia os custos para a população. Mas na campanha política vale tudo.

 Até prometer reduzir o preço de alguma coisa.

Você acreditou? Nem eu.

Depois de décadas de esquecimento, finalmente a zona oeste do Rio de janeiro está recebendo obras de saneamento básico. Financiado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, o saneamento integrado da Bacia de Sepetiba vai beneficiar oito mil famílias. A população enxerga nos buracos abertos nas ruas uma melhora na qualidade de vida.

O programa prevê esgotamento sanitário, drenagem de águas pluviais e urbanização local, com pavimentação, asfaltamento e arborização. As obras, orçada em R$ 8.961.235,34, são de responsabilidade da Rio-Águas, e começaram no início de novembro. O prazo para o término é de 240 dias, o que corresponde a aproximadamente oito meses, próximo as eleições municipais de 2008.

No bairro de Sepetiba, os canteiros de obra já estão mudando a rotina dos moradores. As principais vias, como  a Rua José Jernandes e a Estrada São Tarcísio, modificaram o fluxo de trânsito local. Mas isto não é problema para Iolanda Domingues São Thiago, aposentada de 79 anos e moradora há 40 do bairro. Para ela todos os transtornos são bem-vindos em prol da melhora na infraestrutura.  “Eu estou achando tudo isso ótimo. Há 40 anos atrás isto aqui era só brejo, não tinha água nem luz. A gente tinha que correr, literalmente, dos mosquitos. Com as obras o comércio vai voltar a funcionar como há 20 anos, e o bairro vai ficar mais bonito”, disse.

“Você é negra, mas você é bonita” (funcionário de alta hierarquia do shopping da Gávea). Assim que ele recepcionou uma candidata a uma vaga de guarda-volumes do shopping.

Quando o fim do ano se aproxima, muitas lojas procuram mão-de-obra extra para suprir a demanda, já que nessa época os shoppings ficam lotados de pessoas à procura de presentes e artigos de Natal.  

A maioria dos candidatos a essas vagas extras são jovens que querem garantir uma renda a mais para as férias. O trabalho é árduo, mas também é uma possibilidade de ganhar experiência e conhecer gente nova.  

Com essa mesma finalidade, saímos Bibiana – uma das colaboradoras do desce1lead! – e eu à procura de uma vaga. Imprimimos muitos currículos e fomos à luta. Começamos pelo Shopping da Gávea e depois partimos para o Rio Sul.  

Horas andando, muitos “já fechamos o quadro de funcionários”, uma entrevista escusa e propostas muito indecentes.  

Primeiro entrave: quase impossível alguma loja aceitar currículo sem foto. “Debora, como eu vou saber quem é você se seu currículo não tem foto?” Ou seja, o que está no currículo não importa. Porque então eles não pedem só foto com telefone? Mais fácil e menos trabalhoso. 

Segundo entrave: as lojas mais populares não querem “populares” trabalhando para elas. Não fomos bem recebidas.

 Terceiro entrave: alguns lugares ofereciam trabalhos semi-escravos. “Olha, você vai trabalhar 10 horas por dia, com uma hora de almoço. Não tem folga, não pagamos passagens, tem que trabalhar de salto alto e usar as roupas da loja, claro que você vai precisar comprar essas roupas. O salário é 450 reais e não tem comissão”. Pior é saber que tem gente que precisa se submeter a isso. Triste, muito triste. Um tanto opressor também. 

A opressão sempre existiu e, na maioria das vezes, se expressa contra as minorias. Oprime-se por tudo: tem que assistir à novela, alisar o cabelo, ter mais de 300 amigos no Orkut, ser loira e magra, senão você está fora! A frase dita pelo funcionário do shopping da Gávea é um retrato disso. Parece que não dá pra ser negra e bonita. Não nesse mundo. 

Soluções para esse problemas são meras utopias. Não há democracia nem liberdade que superem a opressão.  

Nenhuma loja me ligou até hoje.

 Maraca

Apesar das diversas combinações de cores em escudos, uniformes e bandeiras, a maioria dos times de futebol brasileiros só tem uma coloração para adjetivar suas contas: o vermelho. Para acabar com o problema, estudiosos, empresários, dirigentes e governo têm buscado diversas soluções. Uma delas é a “Timemania”, loteria parecida com a “Megasena”. O torcedor poderia escolher um clube das séries A, B ou C para a apostar no escudo. Teria também a opção de tentar ganhar com o “Clube do coração”. A proposta, regulamentada em agosto deste ano através de medida provisória, seria uma forma de quitar as dívidas dos times com a união. A participação, porém, não seria obrigatória.

Mas a tão sonhada profissionalização do futebol tem criado polêmicas. No livro recém lançado “Uma bela jogada – 20 anos de marketing esportivo”, escrito por João Henrique Areas, as estratégias traçadas para alcançar os modelos do futebol europeu englobam a melhora na infraestrura dos estádios, acrescentando itens como bares, restaurantes e setores da arquibancada mais caros. Tudo para trazer as classes mais altas para os jogos, e arrecadar mais dinheiro para investir em craques.

Os modelos europeus são um sucesso, e o profissionalismo é importante, mas para o estudante de história da UFRuralRJ, e vascaíno, Flávio Barros, de 20 anos, aumentar o preço dos ingressos é uma medida que pode afastar o público fiel dos jogos.  ”Acredito que o futebol brasileiro precisa realmente se profissionalizar. Alguns clubes já estão no caminho certo, com uma gestão clara, pensando no futuro e não no imediatismo, como São Paulo e Botafogo. O aumento no preço do ingresso seria apenas uma medida paliativa, que pode surtir efeito ou não, além de lesar o publico mais fiel aos estadios”, defende o torcedor. A solução seria investir na estrutura dos clubes, na publicidade e na administração transparente, ao invés de prejudicar o consumidor deste espetáculo.

A análise com uma perspectiva do marketing esportivo mostra que este é um ramo promissor para a indústria e o comércio. O preço alto nos ingressos também poderia ser sinônimo de lucro, e mais seriedade e investimento no esporte. Estes são alguns pontos defendidos pela estudante de Publicidade da PUC-Rio, Isabella Soares Corrêa, de 20 anos. A universitária cursou a disciplina “Marketing esportivo”, e compreende porque a gestão voltada para o lucro é a salvação para os clubes. “Se é para fazer do futebol um esporte de alta competitividade e rendimento, vamos usar os exemplos de sucesso, como a Inglaterra, onde o jogo de uma temporada custa no mínimo 150 euros.Sei que é complicado comparar com o Brasil, por questões econômicas, mas nada seria feito de uma hora para outra. Com a “profissionalização” o país só tem a ganhar. A violência iria diminuir, e o esporte seria mais sério no Brasil, porque para alguns é uma profissão, um emprego, e a associação com o capital é inevitável. No Brasil o marketing esportivo ainda é embrionário, mas na Europa e nos EUA é um dos setores que mais movimenta a economia.É impossível criar uma estrutura eficaz se a renda que um clube ou organização recebe é mínima.”, explica a aluna.

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O Ocidente sempre tentou impor sua cultura, à força ou pacificamente. Com certeza, o Oriente ainda mantém suas tradições vivas, mas o processo de ocidentalização é evidente. Prova disso é o lançamento de uma MTV árabe. Graças à uma pesquisa realizada pelo próprio canal, foi constatado que os jovens árabes simpatizam bastante com a cultura ocidental. Esse interesse foi visto pela MTV como uma porta aberta para entrada do canal no Oriente Médio.

Porém, será tudo adptado. Não pense que clips como os de hip hop com várias mulheres semi nuas e muitas armas serão exibidos lá. Apenas materias adaptados aos gostos e costumes locais serão permitidos, tais como videoclipes árabes e concursos de talentos. A MTV espera que o canal funcione como unificadora cultural nas regiões de conflito e os artistas locais esperam maior conhecimento. A festa de lançamento ocorreu em Dubai no dia 16 de novembro e contou com a presença de vários artistas ocidentais, inclusive o cantor de hip hop Ankon, que provalmente não cantou “I wanna Fuck you”, um de seus maiores sucessos aqui pelo Ocidente.

http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Selecao_Brasileira/0,,MUL184322-4482,00.html

Mais um jogo fora de casa e mais um empate para a conta da seleção brasileira de futebol. Após uma semana sobre a polêmica “Ronaldinho Gaúcho joga ou não joga”, a partida contra o Peru acabou em 1×1, com a participação do craque do Barcelona.

Depois do gol de Kaká no primeiro tempo, a seleção empacou e permitiu que Vargas empatasse a partida para a seleção Peruana, numa falha do zagueiro Lúcio. Este, inclusive, levou cartão amarelo e está suspenso do jogo contra o Uruguai, quarta-feira, no Morumbi.

Ronaldinho e Robinho passaram o jogo inteiro apagados. Outro que não conseguiu se entender com a bola foi Mineiro. “Eu não entendo como o Dunga convoca o Mineiro com tantos bons jogadores aqui no Brasil. Não consigo ver ele jogando, só sabe tocar de lado, e quando se junta com o Maicon não sai nenhuma jogada”, afirmou o aposentado Adalberto Lopes, 57 anos.

A seleção agora precisa vencer o Uruguai para não complicar a classificação para a Copa de 2010. Em entrevista à Rede Globo, Kaká disse que pretende contar com o apoio da torcida para conseguir um bom resultado no jogo de quarta-feira.

Adalberto Lopes completa dizendo que espera um jogo melhor contra o Uruguai. “Espero que quarta-feira a partida seja mais empolgante. Ou pelo menos que não me dê sono”.

O Ministro da Cultura, Gilberto Gil, disse ontem, em entrevista a Folha de São Paulo, que pretende deixar o cargo em 2008. O motivo é um pólipo (calo), na garganta. O ministro já havia passado por uma operação em outubro, mas sua recuperação se tornou difícil porque seu cargo o obriga a falar muito.Gil assumiu o Ministério no primeiro mandato do Presidente Lula, em 2003.

A princípio, Gil foi hostilizado por parte da sociedade, que não acreditava que ele fosse digno do cargo, mas parece que depois ele caiu no gosto popular. “No início ele não era levado muito a sério porque gostava de cantar nos lugares aonde ia”, afirmou Rogério Pita, assessor de imprensa da Prefeitura. “Hoje, ele é respeitado pela sociedade porque se saiu bem dentro da proposta da pasta”, continuou.

Durante seu mandato, ele trouxe debates como o dos direitos autorais, da Lei do Audiovisual e das creative commons, que são licenças para compartilhamento de conteúdo e informação.

Em sua última turnê (a do cd Banda Larga), o ministro autorizou fotos e disponibilizou músicas na Internet. Thiago Santos, estudante, acredita que esse é um caminho alternativo: “Apesar da idade, ele mostra ser progressista. Isso pode ser uma opção”.

Especula-se que seu substituto seja Frank Aguiar, deputado federal pelo PMDB de São Paulo e cantor. Também conhecido como “o cãozinho dos teclados”, ele esteve nas paradas com os sucessos “Lavô tá nova” e “Morangos do Nordeste”. Atualmente é relator do Plano Nacional de Cultura, além de ser amigo de Lula “desde São Bernardo do Campo” (!).

Thiago Santos pensa que o cargo deveria ser ocupado por alguém que “tenha representatividade tanto fora quando dentro do governo, alguém que entenda mais de cultura do que de política”. 

Agora é torcer para que a pasta seja ocupada por uma pessoa que se preocupe realmente com as questões culturais brasileiras, que ainda hoje estão defasadas. Por que, já disse o embaixador Carlos Alves de Souza, “o Brasil não é um país sério”, e a gente pode esperar de tudo.

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