Pop-Cult


Marcado pela consagração de nomes conhecidos do público, como Daniela Thomas, Sérgio Britto e Ida Gomes, o 21° Prêmio Shell – Rio de Janeiro, que ocorreu na noite de terça-feira, confirmou as expectativas de quem acompanhou a temporada carioca. A cerimônia aconteceu no teatro Oi Casa Grande no Leblon, e foi apresentada pela atriz Beth Goulart, vencedora do prêmio de melhor atriz no ano passado por “Decadência”.

Logo no início da cerimônia, a peça “Não Sobre o Amor” ganhou na categoria Iluminação, com Beto Bruel, e Cenário, com Daniela Thomas. No espetáculo, dois atores contracenavam em uma espécie de câmara.

A grande surpresa da noite veio quando foi anunciada a categoria Música. Délia Fisher e Jules Vandystadt venceram pelos os arranjos de “Beatles num céu de diamantes”, junto com Fábio Nin por “É samba na veia, é candeia”. Nos agradecimentos Délia não esqueceu dos maiores responsáveis pelo prêmio. “Obrigada a todos, e a John, Paul, George e Ringo.” disse.

Na Categoria Especial, a dupla Charles Möeller e Claudio Botelho venceu pela contribuição que tem feito ao gênero musical. Möeller dedicou seu prêmio a Ida Gomes, que também foi a homenageada da noite. A atriz morreu aos 75 anos no dia 22 de fevereiro, e integrava o elenco do musical “Sete”. “Eu sou famoso por proteger as meninas do elenco. Essa é uma noite muito especial, porque eu vou dedicar este prêmio a minha garota, Ida Gomes.” falou Möeller.

Durante a homenagem a Ida Gomes, decidida antes de sua morte, o ator Felipe Wagner, irmão da atriz, fez um discurso emocionado. Ele lembrou da vinda da família da França para o Brasil, fugindo da 2° Guerra, e de grandes trabalhos, como a novela “O Bem Amado”. Débora Olivieri, no ar em “Negócios da China”, recitou o poema “Visita à Casa Materna”, com o qual a tia, Ida Gomes, venceu o concurso da Rádio Nacional, e conseguiu o primeiro trabalho como atriz.

Na categoria Diretor o prêmio foi para Ary Coslov, pela peça “Traição”. Pouco antes da cerimônia, Coslov disse não ter expectativas em relação ao prêmio, mas foi surpreendido no mesmo ano em que completa 46 de carreira.

Os dois prêmios mais esperados da noite, no entanto, não foram surpresas. Patrícia Selonk venceu por melhor Atriz, e Sérgio Britto por melhor Ator. Patrícia ganhou pela “Inveja dos Anjos”, que também venceu o prêmio de Autor, com Paulo de Moraes e Maurício Mendonça. A atriz, que apostava antes da cerimônia que a peça ganharia ao menos duas conchas douradas, dedicou o prêmio a Cia Armazém e ao marido, Paulo de Moraes. “Eu queria que você soubesse que vários momentos felizes que eu passei foram ao seu lado, e muitos dentro de uma sala de ensaio.” disse emocionada.

Quando Beth Goulart anunciou que Sérgio Britto era o vencedor, o Oi Casa Grande aplaudiu de pé. Britto foi indicado pelo monólogo “A Última Gravação de Krapp e Ato sem palavras I”. Mesmo caminhando com dificuldade, o ator de 85 anos subiu ao palco para agradecer a diretora Isabel Cavalcante, a quem chamou de mãe. “Esse prêmio eu queria ganhar. Não vou mentir a vocês. Isabel me virou pelo avesso. Disse ‘não quero ator aqui. Você é o Krapp. Você tem a idade e toda a vivência. Não precisa representar nada’. Olha foi uma parada. Foi muito difícil.  Eu apanhei uma surra da Isabel. Uma surra de mãe, para o filho sair bem.”, brincou.

Além da estatueta em formato de concha, os vencedores levaram para casa R$ 8 mil. O Prêmio Shell acontece também em São Paulo, no dia 17 de março.

 

Festa do 21° Premio Shell de Teatro do Rio de Janeiro. Os premiados, Patricia Selonk, Melhor Atriz e Sergio Britto, Melhor Ator. Foto Marcos Issa
Festa do 21° Premio Shell de Teatro do Rio de Janeiro. Os premiados, Patricia Selonk, Melhor Atriz e Sergio Britto, Melhor Ator. Foto Marcos Issa

 

Confira a lista de vencedores:

Iluminação
Beto Bruel, por “Não Sobre o Amor”

Cenário
Daniela Thomas, por “Não Sobre o Amor”

Figurino
Inês Salgado, por “O Jardim das Cerejeiras”

Música
Delia Fisher e Jules Vandystadt, pelos arranjos (vocal e instrumento) de “Beatles num céu de diamantes” e Fábio Nin por “É samba na veia, é candeia”.

Categoria Especial
Charles Möeller e Claudio Botelho, pela expressiva contribuição ao gênero musical no cenário carioca.

Autor
Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes, por “Inveja dos Anjos”

Diretor
Ary Coslov, por “Traição”

Ator
Sérgio Britto por “Última Gravação de Krapp e Ato sem palavras I”

Atriz
Patrícia Selonk

Homenagem
Ida Gomes

Se você é um telespectador que, ás vezes, resolve fugir da massa sem criatividade da televisão aberta, com certeza vai ficar triste com esta notícia.

Há cerca de duas semanas, a equipe do “Re[corte] Cultural”, da TV Brasil, recebeu a notícia de que o multi-ator-apresentador-entrevistador-poeta-cult, Michel Melamed, não renovaria o contrato com a emissora. O programa sairá do ar até o fim do mês, quando acaba o vínculo de Melamed com a TV.

Depois de cinco anos no ar, o programa vai deixar órfãos. Os boatos são de que Melamed iria para a TV Globo, atuar na próxima minissérie, “Capitu”.

O Centro Cultural Banco do Brasil abre hoje, 22, a exposição “Onde a água encontra a terra”, do curador Paulo Herkenhoff. A mostra reúne obras de dois fotógrafos brasileiros, Fernando Azevedo e Leonardo Kossoy e uma fotógrafa americana, Carol Armstrong.

A idéia principal da exposição é mostrar a atração entre os opostos, a água e a terra, a mecânica dos fluidos e dos sólidos, o masculino e o feminino. O trabalho surgiu da discussão dos três fotógrafos que perceberam interesses em comum a partir de fotografias particulares.

De acordo com Kossoy, as fotos não foram feitas especialmente para o projeto, pois ele não tinha certeza de a idéia seria concretizada, mas depois de aceita, o foco do fotógrafo passou a ser a relação entre água e terra. Kossoy afirmou ainda ter adorado o resultado.

A mostra conta com 53 fotos registradas em diferentes lugares do mundo. Passando pela França, Grécia, Itália, Brasil e outros.

O CCBB está também promovendo um pequeno documentário sobre a exposição, que terá exibição exclusiva no local, segundo o produtor Uílson França.

. A exposição vai até o dia 14 de setembro e a entrada é gratuita.

O CCBB fica na Rua Primeiro de Março, 66 – Centro, Rio de Janeiro

Para quem se interessa pelo mundo cibernético e por confetes e serpentinas, o 3° Encontro Internet-Carnaval é uma boa pedida para o fim de semana. O evento comemora anualmente o aniversário da lista de discussão na internet, Rio-Carnaval, criada em 1998 pelo jornalista Felipe Ferreira.

Neste ano, o grupo comemora dez anos de existência em uma mesa redonda com nomes como o jornalista Marcelo Melo, o carnavalesco Paulo Barros, e o compositor Ricardo Delezcluze. Depois do debate, será divulgado o resultado da enquete “Os Melhores da Década”, com direito aos melhores sambas na voz de Paulinho Mocidade.

Se você tem samba no pé, vá ao Centro Cultural José Bonifácio na Rua Pedro Ernesto, 80, Gamboa, às 15:30 neste sábado. A entrada é franca.

 

Começa hoje, 11, o 16º Festival Internacional de Animação do Brasil, o Anima Mundi.

Essa edição contará com 74 produções brasileiras do total de mais de 350 filmes. As animações vêm de todas as partes do mundo e tratam dos mais variados assuntos.

Este ano o festival contará com novidades como o “Anima Mundi web” e “Anima Mundi celular”, com filmes feitos especialmente para essas mídias. Para incentivar as produções tupiniquins, a Oi oferecerá um prêmio de 10 mil reais para o melhor vídeo.

Quem pensa que animação é só para crianças também se engana. Os temas abordados podem ser a política na Rússia (Administrators) ou a história de amor entre dois polvos (Oktapodi). Tem filme para todos os gostos. O Anima Mundi conta também com oficinas animadas e mostras especiais.

Segundo Adair Rocha, do Ministério da Cultura, o evento já “se tornou referência nas agendas do Rio e São Paulo, além de contribuir com a produção cultural de modo geral”. O público vem crescendo a cada ano e cada vez mais é necessário aumentar o número de salas de exibição.

No Rio o Festival acontece até o dia 20 de julho e os locais de exibição são o Centro Cultural Banco do Brasil, Espaço Oi Futuro, Cine Odeon BR, Cinema Estação Botafogo e Centro Cultural dos Correios.

Maiores informações no site:

www.animamundi.com.br

O que antes era um simples encontro de amigos acabou se tornando uma das rodas de samba mais disputadas da cidade. O Samba da Rua do Ouvidor, no Centro do Rio, começou de forma humilde, tocado dentro da Livraria Folha Seca há um ano. Agora ocupa todo o quarteirão e reúne entre os frequentadores, anônimos e personalidades do samba.

 

Gabriel Cavalcante, 22 anos, afirma que o grupo privilegia canções desconhecidas do grande público, mas os clássicos não são esquecidos. Segundo o cantor, a escolha de um repertório diferente das outras rodas de samba é para incentivar o público a buscar informações sobre novas músicas. Além de Gabriel, o grupo também conta com Tiago Prata, 20 anos – violão de sete cordas – e Anderson Balbueno, 25 anos – voz e cavaquinho. Mas Gabriel avisa: amigos são sempre bem-vindos para se juntar ao grupo e cantar.

 

O músico Pedro Amorim conta que ajudou a organizar a roda desde o início e que agora fica feliz com o sucesso do samba. “Nossa, eu nem imaginava que teria esse sucesso todo, antes era todo mundo espremido dentro da livraria, agora temos até amplificador. Mas vou confessar, eu gosto quando é tudo no miudinho”, garante o músico.

 

A professora Bia Petri, 43 anos, que compareceu ao samba no último sábado, disse que o que mais a agradou no lugar foi a mistura de pessoas. E garantiu que pretende voltar. Para o técnico da informação Marcelo Soares, 38 anos, que também estava lá na mesma data, foi a boa música que o motivou a ir ao local.

 

Outra presença constante é a cantora Teresa Cristina. Segundo ela, a roda de samba da Ouvidor é um programa tipicamente carioca: boa música, ao ar livre e de graça. “O repertório deles é maravilhoso e ajuda a compor esse colorido que é o samba. Aqui tem espaço para todo mundo. Tem gente que vem com os amigos, com a família, senta, conversa e, claro, ouve boa música”, afirma Teresa.

 

A cantora Cristina Buarque também aponta a escolha das músicas como o diferencial do grupo. “Este é o terceiro sábado que eu venho, mas já conhecia o trabalho deles, e adoro o repertório”, afirma a cantora.

 

A roda de samba acontece aos sábados, de 15 em 15 dias, a partir das 14h, na Rua do Ouvidor – é claro – esquina com a Primeiro de Março.

“Ou se calça a luva, ou se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!”

O poema de Cecília Meireles já dizia que na vida temos que tomar decisões. Neste tipo de beco sem saída encontra-se Júlio, um rapaz que não sabe se deixa de namorar com Isabel para ficar com Luísa, ou larga Luísa para ficar nos braços de Isabel. O enredo é da peça “Casa, não casa”, baseada no conto homônimo de Machado de Assis, que estreiou no domingo na Casa de Pedra, que fica no Country Club Tijuca. Quem encena a história é a companhia Cena Zero de Teatro, com direção de Daniel Santamaria, e texto de Jomar Magalhães. Uma boa oportunidade de conhecer mais uma obra do escritor, que, em 2008, completa seu centenário de morte, mas está mais vivo do que nunca.

E se você é daqueles que gosta de ler o original antes de conferir a adaptação, a obra está disponível no seguinte endereço:

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/fs000187.pdf  

A história vai ficar em cartaz até três de agosto, todos os domingos, ás 19h. O Country Club Tijuca fica na Rua Uruguai, 574, Tijuca. Para mais informações ligue para 2288-2146 ou 2268-1345.

Nem só de desfile de escolas de samba vive o carnaval carioca. Quem não tem dinheiro, nem paciência para assistir o espetáculo do sambódromo, pode comparecer aos diversos blocos de rua que acontecem  em vários pontos da cidade.

Esse ano a folia começou cedo. Desde a segunda quinzena de janeiro já era possível acompanhar os blocos. Muitos já passaram, como: Cordão do Bola Preta, Escravos da Mauá e Simpatia É Quase Amor, todos bastante famosos na cidade. Mas, ainda é possível se divertir atrás de muitas bandas em todo Rio de Janeiro, já que a programação vai até 28 de fevereiro, segundo o site do Bom Dia Rio. Para maiores informações sobre o carnaval carioca é só acessar o site da prefeitura: http://www.riodejaneiro-turismo.com.br/pt/ .

Confira a lista de alguns blocos:

Zona Sul

BANDA BOKA DE ESPUMA
Local de Saída: Rua Marquês de Olinda, entre Muniz Barreto e Bambina – Botafogo
Data de saída: Sábado (03/02) e Domingo (25/02), das 16h ás 22h

BLOCO BG
Local de Saída: Rua Gal Glicério com Laranjeiras
Data de saída: Sábado (03/02), ás 15h

CALMA, CALMA, SUA PIRANHA
Local de Saída: Rua Visconde de Caravelas – Botafogo
Data de saída: Domingo (04/02), das 13h às 18h

EMPOLGA AS 9
1o desfile
Local de saída: Casa da Matriz – Rua Henrique de Novaes, 107 – Botafogo
Data de Saída: Sábado (17/02) , às 18h
2o desfile
Local de saída: Vieira Souto – Posto 9
Data de saída: Domingo (18/02), às 21h

SUVACO DE CRISTO
Local de Saída: Bar Jóia, esquina da Rua Jardim Botânico com Rua Faro
Data de saída: Domingo (11/02), às 13h

Zona Oeste:

BANDA DA BARRA
Local de saída: Avenida Lucio Costa, em frente ao condomínio Beton
Data de saída: Domingo (11/02), às 12h

BANDA ALEGRIA DO RECREIO
Local de saída: Avenida Lucio Costa, No 16800
Data de saída: Domingo (18/02), às 14h

BANDA CARNAVALESCO TOMA TODAS COM MODERAÇÃO
Local de saída: Avenida Lucio Costa, Posto 11
Data de saída: Domingo de Carnaval (18/02), às 15h.

BLOCO CARNAVALESCO TOMA TODAS COM MODERAÇÃO
Local de saída: Avenida Lucio Costa, Posto 11
Data de saída: Domingo (18/02), às 16h.

GRES PRINCESINHA DO RECREIO
Local de saída: Avenida Lucio Costa com Glaucio Gil
Data de saída: Domingol (18/02), às 15h.

Centro:

ACONTECEU
Local de saída: Rua Monte Alegre com Rua Áurea – Santa Teresa
Data de Saída: Sábado (03/02) e 10/02, das 18h às 22h

CORDÃO DO BOLA PRETA
Local de saída: Centro (Cinelândia)
Data saída: Sábado (17/02) às 09h.
Concentração: em frente à sede do Clube Cordão do Bola Preta.

ESCRAVOS DA MAUÁ
Local de saída: Lgo da Prainha, Centro, Pça Mauá
Data de saída: Quinta (15/02), às 19h

KIZOMBA
Local de Saída: Arcos da Lapa
Data de saída: Terça (20/02), às 16h

Zona Norte:

BANDA DO PECHINCHA
Local de Saída: Largo do Pechincha, Taquara
Data de Saída: 10/02, das 17h às 24h

BANDA DO ROQUINHA
Local de Saída: Rua Barão de Mesquita em frente ao Tijuca Off Shopping
Horário de Saída: 09/02/07, das 19h às 24h

BLOCO DA TURMA DA TRAMELA E DO SAMBOLA
Local de saída: Pilares – Rua João Pinheiro c/ Teresa Cavalcanti
Data de saída: Terça-feira (20/02), às 16h

BLOCO DO BAIXO TIJUCA
Local de Saída:Praça Varnhagem em frente ao nº 15
Data de Saída: 04/02 e 20/02/07, das 15h às 22h

CACIQUE DE RAMOS
Local: Esquina da Av Presidente Vargas com Av Rio Branco
Data de saída: Sábado de carnaval (25/02) às 18h
Data de saída: Terça de carnaval (28/02), às 12h
Local: Padaria Chave de Ouro – Rua Dias da Cruz – Meier

Cartaz do filme 

Por Bibiana Maia, Camila Valiati e Francili Costa

A estréia dia 4 de janeiro de 2008 definiu um futuro de sucesso para o filme “Meu nome não é Johnny”, dirigido por Mauro Lima e estrelado por Selton Mello e Cléo Pires. Até a semana passada, o longa estava em segundo lugar no ranking dos dez mais assistidos, com público de aproximadamente 150 mil pessoas, perdendo apenas para “A bússola de ouro”, que levou 903 mil brasileiros ao cinema.

O filme é inspirado no livro “Meu nome não é Johnny” de Guilherme Fiúza, mas sua história é real. Johnny é um jovem de classe média que se torna um dos maiores traficantes do Rio nas décadas de 80 e 90.  Sem nunca ter ido a uma favela, João Estrella fez das boates do asfalto os pontos de venda para o seu comércio. Sua história foi do céu ao inferno quando foi preso em 1995. Hoje Johnny é João Guilherme Estrella, produtor musical de nomes como Ivo Meireles e Funk na Lata, e cantor estreante no cd recém lançado, ”Meu nome é João Estrella”.

A popularidade na bilheteria e entre críticos já era esperada para quem teve a oportunidade de assistir a história antecipadamente. No dia 25 de outubro a produção iniciou um ciclo de projeções em universidades do Brasil inteiro, começando pela PUC-Rio, onde João Guilherme Estrella cursou Comunicação Social. O públicou riu, chorou e aplaudiu com entusiasmo o final.

Em uma conversa com o “Desce1Lead!” depois da projeção, João  Estrella disse que ficou emocionado em ter assistido ao filme pela primeira vez junto com o público, e que atualmente sente medo do mundo de badalações. ”Tudo o que eu fazia era em excesso. Agora, depois de tudo que eu passei, eu tenho medo dessas coisas. Mas eu não me sinto culpado por aquelas pessoas, porque eu não obrigava ninguém a fazer nada, a se drogar.”, disse.

O João do cinema, Selton Mello, explicou a emoção e a liberdade no processo de criação de um personagem que realmente existiu, e que estava ali perto para contar a sua história. Principalmente na cenas marcantes do filme, como o seu julgamento. ”Quando você assiste ao filme, você acredita que algumas coisas só estão ali porque era história mesmo, mas, não, essas coisas aconteceram de verdade. Eu tive mais liberdade pra criar do que o Daniel de Oliveira quando ele fez Cazuza, por exemplo, porque o personagem dele já era conhecido, tinha feito história. No meu caso, eu peguei a atmosfera do João e criei um personagem”, explicou.

Para saber mais sobre o último sucesso do cinema brasileiro acesse:
http://www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br/

Próxima Página »