Definições são quase sempre pretensiosas e eu não pretendo fugir à regra.

Nasci em Bangu, o lugar onde, no verão, os chinelos derretem. Estudei em escolas particulares a vida toda, quase sempre com bolsa. Por mera sorte ou pelos meus belos olhos.

Nunca sonhei ser jornalista. Não lembro de ter alguma vez imitado a Fátima Bernardes numa brincadeira. Mas quando o vestibular chegou, o nome “Comunicação Social” pareceu interessante, afinal, a comunicação é o que move o mundo – e eu precisava participar disso.

O ENEM me abriu as portas para a PUC. A PUC me abriu muitas portas. Já fiz dois estágios.

Por causa da faculdade, tive que sair de casa. Minha mãe disse que eu ia me arrepender e é claro que ela estava certa (mas ela não pode saber disso). Acho que a gente cresce quando foge à regra e eu tenho um especial apreço pela aventura. Hoje moro num apartamento com dois amigos e nós nos desentendemos muito bem.

Falar, escrever, dançar, fotografar, ler e mimar os meus bichos estão entre as coisas que eu mais gosto de fazer.

Quero muito fazer um intercâmbio, pra qualquer lugar do planeta. Por causa disso estudo inglês, alemão e me viro bem com o portunhol.

Pretendo com o jornalismo viajar muito, conhecer um montão de gente, experimentar coisas e fazer alguma diferença – nem que só eu perceba. Trabalhar na Globo não é um sonho (mesmo!), ainda que as pessoas insistam em me definir como “a futura Glória Maria”.

Tô muito mais pra Zileide Silva.